quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Olha, olha, agora sem as mãos!
Impressionante que eu não tenha escrito nada por aqui em quase um mês, ainda mais quando se trata de dias de eventos curiosíssimos. Ainda mais impressionante porque, oras!, eu ando querendo me mostrar. Como é que desperdicei esta ferramenta de marketing pessoal?
Apesar de já ter me distanciado deste blog antes, posso garantir que, desta vez, os motivos foram outros. A abundância de assuntos merecedores de atenção (e de um belo post) causou uma espécie de paralisia nesta minha mente tão hábil, que vez ou outra se atrapalha quando idéias se acumulam e prioridades precisam ser definidas.
Resquícios de um passado não muito distante, quando eu contava ao Fred que, muitas vezes, tinha tantas idéias para um bom post que não escrevia nada; ao querer alinhar como soldadinhos de chumbo todas as centelhas imaginativas que flutuavam por trás dos meus olhos, chegava à conclusão de que algumas se perdiam no processo, o que me deixava, de certa forma, frustrada.
O próprio Fred, naquele tempo, já havia me revelado o que eu só viria a descobrir muito tempo depois sobre as minhas frustrações, inclusive ao volante (um adendo meio fora de hora, mas que será explicado na "Retrospectiva"). Como é que eu posso deixar de ser grata a esse cara?
[A resposta desnecessária para a minha pergunta retórica é: não posso. Ainda que Frederico W. Rezek não tenha sido causa da minha felicidade presente, ele foi condição. Já diria o grande Paulo, sempre ele...: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Como são insondáveis as suas decisões, e como são impenetráveis os seus caminhos!" (Rm 11:33) ]
Aproveitando a deixa, não sei onde a minha Bíblia foi parar. Ainda bem que já tinha colocado uma edição nova na minha lista de presentes de Natal.
E por falar em leitura, é oficial: retomei os meus estudos literários com... (engole seco) "Iracema". É de doer. Não gosto do Alencar, ponto final. Depois dele, para meu grande alívio, virá "Sagarana", leitura de bordo reservada para o dia 26, quando embarco para Bogotá. Antes de "Sagarana", porém, vou passar no Centro Cultural e surrupiar umas apostilas de História. Como uma das minhas últimas aulas do ano acabou de ser cancelada, é provável que faça isso hoje mesmo. Agora mesmo, aliás.
domingo, 25 de novembro de 2007
Sem peso na consciência
Agora posso retomar a minha vadiagem de sempre, sem peso na consciência. Não que antes da prova de hoje eu não tivesse vadiado, pelo contrário: vadiei, mas não sem um certo remorso. Afinal, as apostilas de Química, Física e Matemática estão a poucos metros de distância, e assim ficaram, descansando dentro da mesma gaveta, durante os poucos meses em que eu havia decidido, resoluta, dar mais atenção àquelas engrenagens da Termodinânima, dos Fenômenos Ondulatórios, das Ligações Covalentes e das Entalpias.
Sobre a minha vadiagem nos estudos: ela é relativa. Aplica-se, geralmente, àquelas matérias que eu considero execráveis. No tempo que disponibilizei para os meus estudos vestibularescos, comecei pelo que mais me agrada: li "A Cidade e as Serras" e "O Burrinho Pedrês" (para que ninguém diga que "Sagarana" passou em branco) e reli "Dom Casmurro" e "Memórias de um Sargento de Milícias". De forma bastante esparsa, estudei alguns poemas d"A Rosa do Povo" e relembrei Alberto Caeiro. "Auto da Barca do Inferno" e "Vidas Secas" ainda estavam em destaque na minha memória, e "Iracema", ainda que não estivesse, não ganhou atenção porque o chatérrimo "O Guarani" me traumatizou a respeito de Alencar.
Comecei por isso e terminei por isso. Quando peguei meu bom e velho caderno de fichas de resumo, passei os olhos pelos tópicos de Física e notei que a minha memória seletiva não ia me ajudar naquela revisão que eu esperava ser breve. Para conseguir elaborar uma equação de Torricelli crível, eu precisaria dedicar pelo menos uma hora para a introdução, e tão somente a introdução, do estudo da Mecânica. Bastou-me uma conta de multiplicação para perceber que, se quisesse levar adiante uma revisão de Exatas que me servisse para alguma coisa além de enxaquecas, precisaria de muitas, mas muitas horas de estudo diário.
Sendo assim, resignei-me a ficar mesmo na Literatura. Poderia, de fato, ter me atentado mais a alguns detalhes miúdos da História e da Geografia, mas talvez por um excesso de confiança, talvez por pura preguiça, detive-me à resolução da prova da Fuvest de 2007 como meu mais completo exercício de preparação. Desempenho pífio em Exatas, razoável em Biológicas, satisfatório em Humanas (Deus está nos detalhes, e a estes eu não dei muita importância, o que me custou alguns pontos em Geografia).
Hoje de manhã, passou-me pela cabeça uma breve dúvida: qual a melhor leitura para o tempo de espera antes da entrada no local de prova? O suplemento especial sobre a Amazônia ou as fichas de resumo? Por um lado, seria bom expandir um tema em voga e interdisciplinar; de outro, eu precisava estudar Análise Combinatória! Trata-se de uma constante em provas de respeito, e uma que eu sempre desenvolvo na raça, perdendo minutos a fio com o que pode ser resolvido por uma simples fórmula de que eu não me lembro.
Pois bem, se levasse os dois, levaria comigo a dúvida e a perda de tempo seria contraproducente: acabaria não lendo nenhum dos dois com a devida atenção. Atinei: já que os dois parecem bons, melhor não levar nem um, nem outro. Peguei o resumo de Sagarana e resolvi calibrar meus pontos fortes, o que se revelou um erro de estratégia: pouparam Guimarães, e lá estava a boa e velha "o número de maneiras distintas de dispor os nove passageiros é igual a...". Pelo menos, o caderno sobre a Amazônia teria se mostrado igualmente inútil.
A prova, em si, não foi difícil. Exigiu, com ou sem fórmulas, raciocínio e conhecimentos gerais em detrimento da decoreba. Ao chegar em casa, conferi o gabarito e, a não ser que as notas de corte do ano passado saltem 10 ou 15 pontos, eu teria passado para a segunda fase até de Publicidade.
É nessas horas que o Apollo Owen-Kressley dentro de mim estremece de tanto prazer.
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Flashback
Talvez elas tenham esse gosto especial por serem as primeiras, com os primeiros grandes amigos, com os primeiros romances, com as primeiras bebidas e, é claro!, com as primeiras músicas e danças. Exemplo:

15 de novembro de 1994. Meu aniversário de 11 anos. Sou eu ali, de vestido brega (podem rir), dançando com o Maurício, meu vizinho (um terreno separava a minha casa da dele, lá na Licínio Maragliano). A música era "Hero", da Mariah Carey (podem rir de novo).
Para quem nunca teve baile nas festas de aniversário (estão rindo do quê?), vale lembrar que esse momento era a "Dança da Vassoura", ou seja: você podia estar lá, dançando, numa boa, que alguém aparecia com o supracitado utensílio e você devia dar a vez. Isso acontecia bem rapidamente com qualquer garota que estivesse dançando com o Maurício, talvez pelo fato de ele ser o garoto mais bonito do bairro. Assim sendo, poucos instantes depois desta foto ter sido tirada, aparecia a Verônica (cabelo curto, blusa cinza, ao lado da Amanda, de calças anos 80 e blusa branca) para acabar com a festa.
Não literalmente, é claro.
Nessa época, era comum a gente brincar na rua horas a fio. Comemorávamos o Halloween batendo de porta em porta pedindo doces. No ano seguinte a essa festa, eu já estava encarregada de preparar as batidas para as festas na casa do Peru (a.k.a. André). Desde aquele tempo eu já carregava na cachaça, e quase colocava o pessoal em coma alcoólico. Eu, por minha vez, era relativamente imune a porres, já que tomei minha primeira caipirinha aos 4. Thanks, dad!
Dormia na casa das meninas, depois de toda a vizinhança brincar na rede torcida até altas horas. A brincadeira consistia no seguinte: torcia-se a rede e, enquanto duas pessoas seguravam as extremidades da dita cuja, três destemidos participantes sentavam sobre ela. Soltava-se a rede e... bom, o resultado é bem previsível. Ganhava quem não precisasse ser levado de ambulância até o pronto-socorro mais próximo.
Outra brincadeira bastante construtiva: roda de tapas na palma da mão. O nome já diz tudo: sentados em círculo, cada um deveria dar o tapa mais forte que pudesse na mão da pessoa à sua esquerda, que por sua vez espancaria a mão à sua esquerda, e assim sucessivamente. Nessa eu caprichava. Minha mão ficava roxa, mas eu era sempre uma das últimas (se não a última) a sair.
E tinha mais, muito mais. Detetive no escritório da Dona Vera. Jogo do Copo. Verdade ou Desafio. Cabo de Guerra. Depois dos 12 anos, dia sim, dia não, era noite de pizza. Jogo do Brasil com pipoca na minha casa. Bicicleta e vôlei na rua. Certa vez, esfolei a minha cara no portão da Dona Irene tentando andar de patins. Carnaval com confete. Nhoque de farinha com molho de farinha. Coca-cola saindo pelo nariz. Tinha Madonna. Tinha Clip Trip com “Aiôôôô Silver” e Ace of Base. “The Sign”. “Living in Danger”. “All That She Wants”.
“Fashion Party”.
É curioso como uma música tem todo um poder de despertar memórias e outras coisas afins.
sábado, 17 de novembro de 2007
Não é planeta não, e daí?
Algumas das melhores respostas:
A minha favorita:
Hahahahahahahahahaha... Ai, ai.
Verdade seja dita: who cares? Então Plutão não é planeta? Whatever. O Sol também não é, e vai ver como os leoninos se orgulham dele. Eu curto o planetóide desbancado, e daí? O que me atrai realmente nesse papo todo de astrologia é que o signo, ascendente, planeta regente e toda essa parafernália contribuem para uma certa afirmação do "eu". Eu gosto quando dizem "Cruzes!" quando eu falo o meu signo. Eu tiro o chapéu para Hades (a.k.a. Pluto), Ruler of the Underworld. Eu simpatizo com os símbolos de Escorpião, e identifico em mim as tão famosas características escorpianas. E daí?
Sou Anglicana, sim. Deus tem todo o poder, mas também tem senso de humor e criatividade.
Enfim... Meu aniversário passou, e com ele está passando, lenta porém inexoravelmente, o meu mau-humor dos últimos dias. Mais virá para 2008. Até lá, dá para se divertir.
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segunda-feira, 12 de novembro de 2007
O dia depois de ontem
Tori Amos é maravilhosa. "Winter" é tudo, mas não ganhou um clipe à sua altura. "Roubei" o vídeo acima de um(a) moço(a) que utilizou a música para homenagear o pai, e caprichou. Parabéns para ele(a), A246scorpio.
Não é por falta de tempo que não posto por aqui, nem por falta de assunto. Também não é por falta de vontade de escrever (no sentido mais amplo da palavra), já que nesses últimos dias andei fazendo o impensável: rabiscando notas para um post com Night Evans (morta), Apollo Owen-Kressley (vivo) e The Plague (decidindo-se entre os dois mundos). Ressuscitei e adaptei uma idéia que engavetei antes de parar de escrever, porque a ocasião em que eu a utilizaria (um post de homenagem) deixou de existir, e não é força de expressão. Mal sabia eu que a data que pretendia celebrar não era verdadeira. Para que conste dos autos, tivesse eu levado os meus planos adiante, era para ontem que a homenagem deveria estar pronta.
Mariana, sei que você estava esperando as fotos da Ilha do Mel desde o dia 15 de OUTUBRO, mas tente entender. Estou sem a menor vontade de escrever seja lá para quem for (incluindo você, Mari) essas poucas linhas com uma satisfação; de saber o que acontece na vida dos outros (até mesmo naquelas que eu considero dignas de minha atenção); de, enfim, esticar conversas que não me interessam neste momento.
Não pense que, por algum motivo, você tenha caído no meu conceito. A questão não é essa; o que tem monopolizado a minha atenção, e de forma implacável, sou eu mesma. Há algumas semanas, estou bem mais introspectiva do que o normal - tenho lido mais e ouvido menos. Pensado mais, também, e com mais dores nas costas do que antes. Os outros? I've become a million miles away.
Longe de querer legitimar o meu descaso, que não é bom e do qual eu não me orgulho, insisto em dizer, talvez por puro egoísmo, que ele está me fazendo bem porque está servindo para que eu coloque alguns acontecimentos em perspectiva. Muitas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo, e não há como arrastar ninguém comigo para o labirinto das minhas próprias idéias.
É só.
domingo, 28 de outubro de 2007
The apple of my eyes
"It's a rented apartment. If you wanna pay for the rent, yes, sure."
Tecnicamente falando, Valo não é de Escorpião. Tem ascendente em Escorpião, mas não é de Escorpião. Nasceu dia 22 de novembro, e é comprovadamente sagitariano (signo dominante com 52,4%), e duplo, ainda por cima (Sol e Lua em Sagitário).
*pausa para as devidas náuseas*
Um dia de atraso faz toda a diferença... Mas deixemos de lado esses detalhes irrelevantes: o olhar de Ville Valo neste vídeo é fora do comum. É inebriante. Hipnotiza. E as tiradas, então? Que charme. A risada é sagitariana, mas o humor, pelo menos aí, é escorpiano. A VJ desmiolada ria feito uma hiena, mas as únicas coisas engraçadas eram os comentários dele, com aquele tom sério de quem tira com a cara dos outros sem que os mesmos percebam.
Nessas horas, eu até perdôo a moça por ter perdido o rumo.
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Mudando de assunto: é a segunda vez em pouco tempo que visito um blog e acabo lendo um texto sobre escolhas. Aproveito para comentar por aqui.
Fazer escolhas é fácil. Difícil é encarar as conseqüências.
Digo e repito: escolher é fácil. Do momento em que acordamos até o momento em que voltamos para debaixo das cobertas, fazemos escolhas do mais variado nível de complexidade. Escolhemos levantar para ir trabalhar ou estudar em detrimento à escolha mais gostosa (pelo menos para mim), que é a de permanecer na cama, escolhemos a cor das nossas meias, o nosso penteado e o nosso almoço. Até quando já está tudo "escolhido", podemos aceitar o que escolheram para nós, ou não. Escolhemos a hora de falar, de ouvir música e de pensar em coisas sérias, de namorar e de acabar com namoros. Escolhemos a hora de fazer escolhas, e às vezes escolhemos não fazer escolha alguma. A verdade é que, o tempo todo, nós escolhemos.
Quando um caminhão vem em sua direção, você fica em dúvida entre continuar ou voltar e, por não conseguir decidir entre uma e outra, acaba atropelada, você se absteve de uma escolha, mas não conseguiu fugir da outra, aquela que estava bem escondida no seu subconsciente: tomar uma decisão e andar ou deixar tudo como está, ficando parada no meio da estrada?
Podemos estar cientes ou não das escolhas que fizemos, ou podemos achar que não tivemos escolha. Podemos ainda achar que não sabemos escolher, mas o fato é que, capazes de escolhas, todos nós somos. Do que alguns de nós se consideram incapazes é de arcar com as conseqüências e resistir aos baques - obviamente, partes da equação infinitamente mais problemáticas.
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Miranda Priestly: I never thought I would say this, Andrea, but I really, I see a great deal of myself in you. You can see beyond what people want, and what they need and you can choose for yourself.
Andy Sachs: I don't think I'm like that. I couldn't do what you did to Nigel, Miranda. I couldn't do something like that.
Miranda Priestly: You already did. To Emily.
Andy Sachs: That's not what I... no, that was different. I didn't have a choice.
Miranda Priestly: No, no, you chose. You chose to get ahead. You want this life. Those choices are necessary.
Andy Sachs: But what if this isn't what I want? I mean what if I don't wanna live the way you live?
Miranda Priestly: Oh, don't be ridiculous. Andrea. Everybody wants this. Everybody wants to be us.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
"All art is quite useless"
“Sou um bom artesão. Trabalho bem com as palavras. Só que às vezes vem um lampejo, uma idéia luminosa – e esse lance eu não domino. Por esse eu não respondo. Respondo pelo artesanato, tenho consciência do meu potencial. Mas os momentos mágicos – estes me surpreendem.”
Chico Buarque, sobre a arte de compor.
(retirado do artigo "Inspiração ou Transpiração na Música Popular Brasileira?", por Renato Vivacqua)
TRANSPIRAÇÃO?
"Diante de um poema, sente-se bem que há pouca chance de que um homem, por mais bem-dotado que seja, possa improvisar para sempre, sem outro trabalho além daquele de escrever ou de ditar um sistema contínuo e completo de criações felizes. Como os vestígios do esforço, as repetições, as correções, a quantidade de tempo, os dias ruins e os desgostos desapareceram, apagados pela suprema volta do espírito para sua obra, algumas pessoas, vendo apenas a perfeição do resultado, considera-la-ão o resultado de uma espécie de prodígio, denominado por elas INSPIRAÇÃO. Fazem, portanto, do poeta, uma espécie de médium momentâneo. (...)
Na verdade, existe no poeta um tipo de energia espiritual de natureza especial: ela se manifesta nele revelando-o a si mesmo em certos minutos de preço infinito. Infinito para ele... Estou dizendo: infinito para ele, pois a experiência ensina que esses instantes que nos parecem de valor universal às vezes não têm futuro e levam-nos finalmente a meditar sobre a sentença: o que vale apenas para um nada vale. É a lei implacável da Literatura."
Paul Valéry, sobre a arte da poesia.
(retirado do ensaio "Poesia e pensamento abstrato", incluído no livro "Variedades" -São Paulo, Iluminuras, 1991)
O ARTISTA
"The artist is the creator of beautiful things.
To reveal art and conceal the artist is art's aim.
(...)
No artist desires to prove anything. Even things that are true can be proved.
No artist has ethical sympathies. An ethical sympathy in an artist is an unpardonable mannerism of style.
No artist is ever morbid. The artist can express everything."
Oscar Wilde, sobre o artista.
(Prefácio de "The Picture of Dorian Gray")
LIVROS E UM CONSELHO
"There is no such thing as a moral or an immoral book. Books are well written, or badly written.
That is all."
Oscar Wilde, ainda no prefácio de Dorian Gray.
Neil Gaiman, para os aspirantes a escritores.
Memórias de um sargento de Milícias – Manuel Antônio de Almeida;
Iracema – José de Alencar;
Dom Casmurro – Machado de Assis;
A cidade e as serras – Eça de Queirós;
Vidas secas – Graciliano Ramos;
A rosa do povo – Carlos Drummond de Andrade;
Poemas completos de Alberto Caeiro – (heterônimo de Fernando Pessoa);
Sagarana – João Guimarães Rosa